Teoria dos búfalos

Quando uma manada de búfalos é caçada, só os búfalos mais fracos e lentos, em geral doentes, que estão atrás do rebanho, são mortos primeiro.
Essa seleção natural é boa para a manada como um todo, porque aumenta a velocidade média e a saúde de todo o rebanho, pela matança regular dos seus membros mais fracos.
De forma parecida opera o cérebro humano: beber álcool em excesso, como nós fazemos, mata neurônios, mas, naturalmente, ele ataca os neurônios mais fracos e lentos primeiro.
Neste caso, o consumo regular de cerveja, cachaça, whisky, vinho, rum, vodka, elimina os neurônios mais lentos, tornando seu cérebro uma máquina mais rápida e eficiente.
E tem mais: 23% dos acidentes de trânsito são provocados pelo consumo de álcool.
Isto significa que os outros 77% dos acidentes são causados pelos filhos da puta que bebem água, suco, refrigerante ou outras porcarias!
"Rumbora Macho",..!
Tá fazendo o quê aí sentado?! Colabore!
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Quanto custa andar na minha Belém?

Poxa, a gente não gosta de falar mal da nossa cidade, mas há constatações inegáveis e não há como justificar né nem defender.
Assim, inspirado nessa vibe do humor negro e rindo da própria circunstância, o leitor do blog mandou essa pelo Whatsapp a respeito do quanto custa se deslocar em Belém:
- Ônibus: R$ 3,10
- Gasolina: R$ 4,30
- A pé: fica sem o celular.
- De bike: levam a bicicleta.
- Saiu de carro: Multa

De qualquer forma você será assaltado.
Tive que compartilhar!

Polícia Militar divulga cartilha com orientações de segurança para romeiros no Círio de Nazaré

VIOLÊNCIA NO RIO ESTÁ DEMAIS: Tiroteio no acesso à Rocinha provoca pânico e fecha a Lagoa-Barra


Um intenso tiroteio num dos acessos à favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, fechou a autoestrada Lagoa-Barra nos dois sentidos, na manhã desta sexta-feira. As pessoas que cruzavam a passarela sobre a via expressa, perto do Túnel Zuzu Angel, em São Conrado, se jogaram no chão para se proteger dos disparos. Houve muito pânico e correria nos arredores. Um morador foi baleado na Rua 2, na Rocinha, mas ainda não há informações sobre seu estado de saúde. Às 11h30, policiais relataram que a base da UPP da Rocinha na Rua 2 estava sendo atacada a tiros.


Em meio aos tiros, um grupo ateou fogo em objetos que foram jogados na pista da autoestrada, também próximo ao Zuzu Angel. Perto dessa barricada, foi deixada uma granada que não explodiu. O local foi isolado por policiais militares até que o explosivo fosse retirado, por volta das 11h20.
O Centro de Operações Rio (COR) informou que os motoristas que estavam dentro do túnel no momento em que os tiros começaram foram retirados com segurança.
Devido ao tiroteio e com a interdição da Lagoa-Barra, o centro de operações informou que o trânsito no sentido São Conrado, perto do Túnel Acústico, na Gávea, está sendo desviado para a Avenida Padre Leonel Franca. Já os motoristas que estão na Lagoa-Barra com destino à Zona Sul deverão tomar a Avenida Prefeito Mendes de Morais, na orla de São Conrado, e de lá acessar a Avenida Niemeyer, com direção ao Leblon.

Em redes sociais, moradores e pessoas que passavam pela Rocinha no momento do confronto comentaram a situação:

"Escolas sem aula hoje na Gávea devido à guerra na Rocinha.... Uma loucura! Moro há 27 anos na Gávea e nunca vi isso acontecer. O Rio está entregue! Imagina a tensão dos moradores da favela? Já vai fazer uma semana que está essa situação. Descontrole total da segurança do estado!"
"Atenção, evitem o túnel Zuzu Angel! Lagoa Barra fechada! Tiroteio na Rocinha".
Mais cedo um grupo ateou fogo em um ônibus na Avenida Prefeito Mendes de Morais, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, na manhã desta sexta-feira, nas proximidades da Favela da Rocinha, onde há cinco dias a polícia realiza operações. O Quartel de Bombeiros da Gávea foi acionado. As esquipes foram ao local e conseguiram controlar as chamas sem que o veículo fosse totalmente danificado.

Frente Parlamentar de Apoio ao Turismo no Pará

Da lavra do presidente da Alepa, deputado Márcio Miranda, e atendendo antigo anseio da Associação Comercial do Pará e da Faciapa, Projeto de Resolução cria a Frente Parlamentar de Apoio ao Turismo no Pará, que deverá definir os temas prioritários na adoção de políticas públicas no setor e encaminhá-los ao Poder Executivo. A Frente incluirá representantes do setor empresarial, do governo e de prefeituras, em termo de adesão. 

Ao justificar  a iniciativa, Márcio Miranda enfatizou que a maioria dos municípios paraenses tem fartos recursos naturais, além de eventos e manifestações de caráter religioso, cultural e artístico, que merecem e precisam de incentivo, ainda mais considerando que, para cada emprego direto na indústria do turismo, são criados nove empregos indiretos, um importante meio de absorção de mão de obra nestes tempos difíceis.

QUEM É PAI NOS DIAS DE HOJE?

Nelson Pedro Silva *

Hoje, comemora-se mais um “Dia dos Pais”. Sei que muitos leitores pensarão que se trata apenas de uma data comercial. Outros costumam dizer que todos os dias é “dia dos pais”, assim como da mãe, da mulher, dos avós, da criança. Tendo a concordar. Entretanto, nada mais gostoso do que o pai receber cumprimentos e presentes nesse dia.

É certo também que o conceito de pai, nos dias de hoje, mudou muito, assim como a função que, cada vez mais, ele tem exercido. Hoje, essencialmente, ele deve ou já está desenvolvendo a função de cuidado (outrora, apenas desempenhada pelas mães), além da que sempre desempenhou – a de provedor. É evidente que existem, ainda, diferenças quando a família é das camadas populares e de outros extratos sociais.

Contudo, há sérias e complexas indagações colocadas para os pais nesses tempos pós-modernos ou neomodernos. Entre elas: a) quem é pai nos dias de hoje? b) o pai deve ser amigo de seus filhos? c) como enfrentar a alienação parental? d) como a mãe deve relacionar-se com os seus filhos, quando ela é mãe solo, seja porque o pai biológico não participa da educação dos filhos ou a mãe decidiu ter o filho sozinha? e) o que fazer quando os filhos perguntam sobre o pai? f) como lidar com pais idosos ou pais-avós? g) 
 
Quem é o pai: o biológico ou aquele que cria e educa? h) como trabalhar com a ausência de autoridade dos pais (ou negação do seu exercício), sobretudo com os seus reflexos na escola? i) como lidar com o excesso de proteção que os pais tem dispensado aos filhos? j) por que os pais resistem em colocar limites aos filhos? k) como a escola deve proceder em relação ao Dia dos Pais, sobretudo quando o aluno desconhece ou foi abandonado por seu pai?

Adianto que as respostas a estas indagações não são fáceis e dependem, em parte do referencial adotado por especialistas. Para os propósitos desse pequeno ensaio, teço considerações sobre as consequências do excesso de proteção dos pais.

Estudos tem evidenciado que, diferentemente do que aconteceu em outras épocas, os pais e/ou responsáveis não estão deixando as crianças e os adolescentes “caminharem com as próprias pernas”.

A justificativa empregada é a de evitar que eles sofram ações violentas (sequestro, pedofilia, atropelamento ou latrocínio). Postulo, porém, que, além desses motivos, está implícito um novo valor atribuído aos filhos, pois, antes, estes eram vistos como força de trabalho para auxiliar na labuta da terra e, consequentemente, garantir melhores condições de vida à família. É evidente que isso ocorria quando se tratava dos pequenos pertencentes às camadas econômica e socialmente menos favorecidas. 
 
Quanto aos das classes julgadas dominantes, o desejo dos pais era de que eles estudassem para levar os negócios da família a bom termo. Entretanto, com a redução do número de filhos e a inserção da mulher no mercado de trabalho, entre outros aspectos, os pais passaram a adotar novas formas de cuidado e educação.

Assim, em outros tempos, por causa do número elevado de filhos, aliado ao fato de as pessoas viverem no campo e terem um modo de vida extremamente ritualizado, os pais costumavam educar o primogênito para exercer a função de educador dos demais. Afinal, a imposição de regras e valores éticos e morais, nesse período, era imprescindível. Do contrário, as pessoas corriam o risco de gerar uma horda de primitivos.

Acontece que a redução da prole acabou sendo acompanhada por uma flexibilidade no ensino e na exigência de condutas morais e éticas. Acrescente-se, ainda, que os pais passaram a se negar a impor limites, em grande medida, movidos pelo sentimento de culpa de ter que deixar os filhos sob a responsabilidade de outras pessoas (avós e/ou babás, por exemplo) e instituições (creches e escolas de Educação Infantil). Como resultado, temos a criação de indivíduos insolentes.

Esse excesso de proteção é acompanhado pelo medo do novo. Os pais, hoje, amparados nos argumentos apresentados sobre a violência, têm manifestado ou escamoteado persistentes condutas de proteção aos filhos de qualquer novidade. É como se eles não desejassem o crescimento de seus rebentos por estarem satisfeitos com a dependência total que estes têm deles (e o contrário também é verdadeiro). 
 
Por conseguinte, o desenvolvimento – possibilitado, em parte, pelo contato com o novo – acabou sendo impedido com a justificativa de que isso impediria os pais e filhos de serem felizes. Acontece que só aprendemos por meio da experiência, incluindo as experiências negativas. É por meio do fracasso que aprendemos a enfrentar as dificuldades.

A esse respeito, em determinadas situações, o erro é preferível ao acerto imediato, por desencadear o processo de compreensão e, consequentemente, de construção de novos conhecimentos. Já o acerto faz cessar tal processo. Agora, como crianças e adolescentes podem errar se lhes é negado o contato com o novo? Para vários pais, esse processo de experimentação tem sido compreendido como démodé: apesar do fato de tentativa e erro serem os verdadeiros “pais” do sucesso, os pais estão se dando muito trabalho para remover os erros dessa equação.

Parece-me, dessa forma, que a família – especialmente os pais – tem funcionado para amplificar o desejo de seus filhos de viver o presente, de maneira a satisfazer os próprios prazeres a qualquer custo, independentemente dos meios empregados. Essa também é a opinião de vários especialistas sobre o atual desinteresse dos jovens pela produção de conhecimento. Isso significa que os estudantes até chegam a ter vontade de produzi-lo, mas falta-lhes a “força de vontade”. Entretanto, sem desconsiderar um caso ou outro relacionado a essa busca de prazer, esse movimento está amparado no deslocamento dessa força de vontade para o cuidado do corpo, por exemplo.

Dessa forma, as pessoas não deixaram de alimentar a demanda por desenvolvimento. Ela está ligada às novas mídias e/ou à busca do ideal da perfeição corporal e, consequentemente, à protelação do processo de envelhecimento. Isso não quer dizer que, efetivamente, a maioria da população está concretizando essa aspiração. Na verdade, temos dois movimentos concomitantes: um deles, representado por essa busca (somos campeões em cirurgias estéticas) e outro, pela obesidade (o Brasil é um dos países com maior número de pessoas acima do peso).

Por isso, sugiro aos pais que – depois de receber os cumprimentos e os presentes – que se coloquem a pensar: estou a produzir um filho para mim ou para a vida? Esse foi um dos grandes ensinamentos do meu saudoso e querido pai, Sr. Pedro, que procurou sempre me mostrar e ensinar-me a caminhar com as próprias pernas.
Prof. Dr. Nelson Pedro Silva é psicólogo e docente da Unesp/Assis.

Fonte: http://www.ver-o-fato.com.br/2017/08/quem-e-pai-nos-dias-de-hoje.html